E qual é o “novo normal”?

17/11/2020 | Maria Vieira | ! Todos os Recursos | Artigos de Gestão Farmacêutica | Artigos de Liderança

Desde março que sentimos as vidas um pouco em standby!
Embarcámos numa montanha russa de emoções e de sentimentos, e fomos obrigadas a experienciar um conjunto de medidas, de viver à custa de informação e desinformação, de recear por nós e pelos nossos e tentar mesmo assim não falhar à Comunidade.
Inicialmente o nosso sentimento era de negação, isto acontece lá fora, aqui não vai chegar e negámos o inevitável. Depois entre o confinamento e a contenção, o assistir ao galopar dos números e dos casos positivos e mortes, percebemos que algo teria de ser feito e de forma drástica e neste momento, em termos de jornada emocional estaremos numa fase de aceitação e resiliência com vista à recuperação de uma normalidade possível.
E em termos de pandemia, depois da fase de mitigação estamos numa fase de gestão. E nunca conceitos como a flexibilidade, o redesenhar de tarefas e funções, a procura de formas eficazes de fazer o trabalho mantendo a motivação da equipa foram tão importantes.
E esta nova realidade obrigou-nos a todos a uma mudança e à adoção de novas formas de trabalhar.

Flexibilidade
Se antes era importante agora é fundamental.
Cultivar a flexibilidade dentro da equipa tornou-se uma das chaves de sucesso. Passaram a fazer-se turnos, a trabalhar em espelho e a pedir tarefas diferentes aos colaboradores.
Só dessa forma conseguimos abarcar todas as tarefas dentro da farmácia, sem menosprezo de umas ou outras, mantendo o atendimento de excelência aos clientes. Com mais ou menos formação, mas sempre no espírito que só assim conseguimos manter o funcionamento da farmácia.

Motivação
De forma constante e com pequenos gestos ou palavras! Muitos elementos das equipas foram tolhidos por receio, e outros tomaram a dianteira. Todos terão de ser respeitados e entendido que esta pandemia impacta de forma distinta quem trabalha connosco.
Mas tem de existir sempre este esforço por motivar, por estar presente e atento. A tarefa de motivar está assente em todos os colaboradores independentemente da posição que ocupam. Nunca a empatia e a compreensão foram tão importantes.

Estratégia
O Covid19 está a abanar as estruturas, mas não podemos deixar de pensar na estratégia que queremos levar. Repensar serviços que tínhamos como adquiridos, implementar outros para poder ir ao encontro das prioridades dos clientes, definir apostas em termos de produtos, perceber que categorias fazem mais sentido ser potenciadas.
A estratégia tem de existir seja a médio ou curto prazo, pois sem ela estaremos a navegar sem mapa num contexto por si só bem complicado.
Outra questão fundamental é o desenho de vários cenários possíveis e perceber junto dos clientes e da equipa, o que poderia ser implementado de imediato e como. Na conjuntura atual muitos implementaram a entrega ao domicílio, mas depois abandonaram essa estratégia. Com o aumentar de casos, e se for bem trabalhado poderá voltar a ser uma sólida forma de estar presente junto dos clientes.

Medição
As métricas serão outras, mas têm de existir. Provavelmente em vez de ter apenas métricas de negócio devem ser incorporadas métricas numa componente humana.
Mas a medição será sempre importante existir para alinhar a performance de toda a equipa. Os indicadores podem aferir margens, rentabilidade, mas também a fidelização dos clientes, o preenchimento de fichas e utente entre outras.
Acreditamos que estes tópicos são transversais às empresas. Nós também na Ideias&Desafios fomos desafiados a chegar às farmácias de uma forma diferente, mantendo a envolvência dos programas sem prejudicar os mesmos.
Criámos assim um programa de acompanhamento, feito através do Zoom e que permite apoio remoto, incisivo e diferenciado, coaching e formação à equipa, ajudando a trabalhar neste novo normal em que nos encontramos.

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