Pronto para colocar a Gestão da Farmácia no caminho da excelência?

20/07/2021 | Anabela Conde | ! Todos os Recursos | Artigos de Liderança

Muitas vezes a Direção Técnica ou a Gestão da Farmácia sente-se perdida porque o rumo nem sempre é certo, porque a liderança é em determinados momentos solitária, ou porque a estratégia não está a ser vencedora…

E esta é uma realidade que compreendemos bem!
A Liderança é eventualmente uma das poucas áreas de atuação empresarial em que podemos fazer tudo certo e ainda assim correr o risco de não sermos suficientemente eficazes. 
Mas isso não nos demite de darmos o nosso melhor, de readequarmos as estratégias as vezes que forem necessárias e de nos determinarmos a ser o Líder que a nossa Equipa precisa.
Quando nas Vendas queremos melhorar o Atendimento, aferimos junto dos Clientes o seu grau de satisfação. E o que nos impede de fazer o mesmo ao Cliente interno?

Já perguntou à sua equipa o que espera de si enquanto Líder? Talvez fosse um bom (re)começo…

Entendemos a Liderança como um ciclo de excelência, cuja vivência depende, naturalmente, do contexto do negócio, da maturidade da equipa e das tendências deste mercado farmacêutico.
Aqui ficam algumas dicas para pensarmos as 4 dimensões que integram o ciclo de excelência:

#1. Visão Inspiradora
Espera-se que o Diretor Técnico / Gestor abra e mostre caminho, que contagie a direção do que pretende fazer, e que seja competente, que saiba como lá chegar.
Mas espera-se também que viva um conjunto de valores a ponto de ser exemplo para Farmacêuticos e Técnicos, e que tenha o carisma suficiente para inspirar na equipa a confiança e a motivação para executar a estratégia.
E às vezes o líder anda tão preocupado a resolver os temas do dia a dia ou disperso a tentar agradar a todos, que se esquece de dar uma oportunidade à sua intuição e de ser ele próprio…

Há que ser autêntico, ver o que ninguém vê, ajudar a converter as desculpas em escolhas, arregaçar as mangas e fazer acontecer!
E porque não há resultados imediatos… isso vai implicar muita resiliência e foco, para não cair nos erros de sempre.
Há que soltar as amarras com o que corre mal, não desperdiçar energia com o que não pode controlar e caminhar com disciplina rumo ao que queremos atingir.

#2. Paixão pelas Pessoas
Mas também há que saber que não chegamos aos resultados sozinhos…
Liderar é ter sentido de missão, é servir a Equipa, é fazer com os outros e pelos outros, se preciso for! 
Por isso, é crucial que o líder se envolva de corpo e alma, que dialogue com eficácia com a Equipa e que goste dela genuinamente.  
E que desafio diário! 
Mas não se consegue viver a Paixão pelas Pessoas sem humildade. A humildade autêntica é o que melhor capacita os líderes e todos sabemos que algumas ações valem mais do que muitas reuniões ou determinados discursos…

Como afirmava Benjamim Franklin “ser humilde com os superiores é uma obrigação, com os colegas uma cortesia e com os inferiores uma nobreza”. 
Há também que promover jogo aberto, para que todos saibam com o que é que contam e o que podem esperar uns dos outros… E isso obriga à coerência e a muita transparência.
Não há dúvida nenhuma que a atitude altera comportamentos e que são os comportamentos que induzimos que alteram os resultados da equipa e da Farmácia!

#3. Pragmatismo
Um bom Diretor Técnico ou Gestor é quem através da Equipa alcança os objetivos, e de forma sustentada.

Hoje já não dá para esperarmos até estar prontos para começarmos… senão outros vão passar-nos à frente!
O mercado da Farmácia tem vindo a ajustar-se muito rapidamente e isso obriga a ciclos de decisão mais curtos e torna óbvia a necessidade de inovação constante, pelo que há que antecipar, agir, resolver e ser disruptivo todos os dias!
Se os tempos são de incerteza, é preciso manter o pragmatismo e enfrentar as adversidades. 
Haverá sempre risco, haverá sempre oportunidades, pelo que há que garantir a flexibilidade, tomar decisões em função dos imprevistos e readequar a estratégia a cenários menos favoráveis, se preciso for…  
E haverá sempre conflitos de interesses, porque a Farmácia são as Pessoas. 
Contrariamente ao que se tende a pensar, os conflitos são bons, mau é não os debelar… Às vezes está na divergência de perspetivas ou de opiniões o início da próxima oportunidade.
Gerir conflitos, tal como decidir assertivamente, implica um equilíbrio entre a dimensão emotiva, o intuito da inteligência e muita racionalidade.
É que neste “arregaçar de mangas” permanente, o segredo está em ter sistematicamente a equipa motivada e disposta a correr atrás da sorte… já que a sorte e o sucesso dão muito trabalho.

#4. Crescimento e Superação
Por último, só tornamos o presente sustentável se em simultâneo tivermos a capacidade de pensar e preparar o futuro…
Nesse sentido, há que proporcionar continuadamente crescimento, que ajudar a desenvolver competências futuras por via da formação e do coaching e que delegar e desafiar mais os Farmacêuticos Adjuntos e todos os Farmacêuticos e Técnicos.

E há que estar lá para a Equipa quando correr mal… errar faz parte do processo e sem risco não há crescimento!
Saber executar e monitorizar é tão importante quanto libertar potencial, ajudar a superar as dificuldades (e os resultados) e nutrir o desenvolvimento. 

Na Gestão da Farmácia, a Excelência escreve-se de inspiração, comunicação e influência.
Vamos querer percorrer este Caminho?!

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